Pico Aconcágua o gigante das Américas

Pico Aconcágua: o gigante das Américas

A 6.962 metros de altitude, o Aconcágua mostra a sua imponência e desafia aventureiros. Pico mais alto do mundo fora do Himalaia, o maior gigante da Cordilheira dos Andes faz disparar o coração de quem cruza a fronteira entre Chile e Argentina sem conseguir ficar alheio a tanta imensidão e beleza. A paisagem é incrível desde a estrada de acesso ao Aconcágua. Partindo de Santiago, é preciso habilidade ao volante para percorrer o místico Caminho Caracoles, com túneis de mais de 3 quilômetros de extensão, lindos lagos como o Portillo e dezenas de curvas que ajudam a transpor as montanhas sempre cobertas de neve, seja inverno ou verão.

Caracoles Aconcágua

Depois de cruzar o Caminho Caracoles, é hora de deixar o asfalto para trás e se aproximar da natureza. O ritual começa ao calçar as botas e reforçar os casacos e gorros para encarar o gigante Aconcágua de perto. O vento sopra frio lá no alto, o ar é cada vez mais rarefeito e cada passo parece mais pesado no terreno instável e pedregoso. Mas nada de medo e desânimo! A beleza do Aconcágua é um convite à aventura, que pode ser light, em uma rápida caminhada de uma hora e meia de duração até o seu mirante mais espetacular; ou bastante intensa em expedições que podem ultrapassar 20 dias de escalada, trekking e muitos desafios até alcançar o cume.

Trilha Aconcágua

Nós, os repórteres Renato Weil e Glória Tupinambás, deixamos nosso motorhome na base do Parque Provincial Aconcágua, logo depois de cruzar a fronteira do Chile para a Argentina, e fizemos a Trilha do Mirante. Em um percurso fácil de dois quilômetros de extensão, percorremos todo o Valle de Horcones, onde observamos o resultado da combinação das forças da natureza: água, vento e os glaciares que modelaram o maravilhoso vale ao longo de milhões de anos.

O primeiro ponto de parada é a Laguna Espejo, um pântano que abriga a maior diversidade biológica de plantas e animais da região e, por isso, é apelidada de Selva dos Andes. A água, proveniente do degelo dos glaciares, surge em forma de vertentes, cujo volume depende da intensidade das nevascas a cada inverno.

Laguna Espejo Aconcágua

Depois é hora de contemplar a paisagem lunar formada por enormes blocos de rochas e toneladas de sedimentos que foram arrastados pelos glaciares ao longo dos anos e que hoje se depositam às margens do Rio Horcones.

E ao fim da trilha, está o cartão-postal dos Andes! O gigante Aconcágua desponta na paisagem fazendo jus ao nome de Sentinela de Pedra dado a ele por indígenas da região. Com glaciares pendentes (chamados de seracks) em todas as faces, o pico inspira respeito diante da sua grandeza.

Pico Aconcágua

Os menos valentes terminam o passeio aí. Mas os mais corajosos ainda têm pela frente uma infinidade de trilhas para explorar da base até o cume do Aconcágua. Ainda no Valle de Horcones, o trekking longo mais famoso é o que explora a Confluência e a Plaza de Mulas, com sete dias de duração, sempre acampando dentro do parque.

Outro roteiro imperdível para os amantes das alturas e adrenalina é o Valle de Vacas, que oferece trekkings de um, três ou sete dias de duração para explorar a região de Casa de Piedra, Pampa de Leñas e Plaza Argentina. Para todos os circuitos, é fundamental ter um guia de montanha experiente para acompanhar a expedição e muito preparo físico e emocional para encarar as aclimatações, avalanches e tempestades que podem ocorrer a qualquer momento. 

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